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Software feito por usuários

Lendo o email do Sandro no kde-br ontem sobre o plasmoids em java script, eu
lembrei de uma palestra dada pelo Luciano Ramalho, na época presidente da
Associação Python Brasil, no Moblin day de 2009. Não encontrei na internet
o vídeo, mas encontrei aqui os slides da apresentação:
http://www.slideshare.net/ramalho/user-made-software

Durante essa palestra eu me lembrei do KDE várias vezes. Neste post vou tentar
explicar o porque.

O Luciano iniciou a palestra contando uma história de um programa que era usado
pelos corretores em Wall Street, no início da computação. Esse determinado
programa era tão popular e útil para os corretores que todos queriam ter a
"maquininha que rodava o programa". Ilustrando que ninguém deseja ter um
computador e sim uma máquina que auxilie suas tarefas. E como uma solução
inovadora pode alavancar a popularidade de um hardware ou uma plataforma.

Durante o resto da palestra ele fala sobre o tema que é software feitos por
usuários. Começou dando uma idéia de que haveria muitas pessoas interessadas
em desenvolver soluções para pequenos problemas do dia a dia, onde um software
comercial não seria viável, mas com certeza essas pessoas não investiriam
muito tempo aprendendo a desenvolver essas soluções. Nessa hora me lembrei
imediatamente do plasmate que ainda estava em gestação, do sucesso do
superkaramba, e de como os plamoids se encaixavam nessa idéia. Como o KDE é
um ambiente poderoso para a criação dessas soluções pequenas para o dia a dia.
Hoje refletindo denovo sobre isso me vejo que é justamente isso que é
incentivado pela Apple Store. Outro movimento que reflete isso são os plugins
para o firefox.

Na sequência foi falado sobre usabilidade das ferramentas de programação e o
conceito de personas, utilizando um programa para machintosh como exemplo: o
HyperCard. O objetivo dessa palestra era mostrar que uma das coisas que faltava
para o moblin era um ambiente de desenvolvimento amigável que permitisse a
criação de pequenos programas rapidamente. E que o python poderia auxiliar
nisso.

Onde mais essa apresentação se relaciona com o KDE ? Bem, acho que os idéias
que foram apresentados válidas e vejo que o KDE caminha na direção de facilitar
a criação de programas por usuários com projetos como o plasmate e o gluon
creator. Acho que os netbooks e celulares são plataformas fertéis para soluções
desenvolvidas por usuários, isso pode ser refletir em melhores aplicações para
o desktop KDE também. E por último conceito de atividades serviria para
agrupar todas essas coisas num ambiente organizado.

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Temas para o desktop KDE

Essa semana fiquei um pouco entediado com a aparência do meu desktop e resolvi navegar pelo kde-look.org para ver se encontrava algo interessante.

Estava meio sem esperança de encontrar algo que não fosse exagerado ou uma pequena modificação dos temas padrões, foi quando encontrei o tema chamado bespin … o tema é muito interessante pois interfere em quase tudo das aplicaçõs KDE e dá uma cara completamente nova ao desktop. Estou curtindo bastante o tema e recomendo a quem quiser experimentar coisas novas no desktop. Para instalá-lo no opensuse é só buscar por bespin no site http://software.opensuse.org/search

Outra coisa que descobri também foi o plasmoid xbar que coloca os menus dos aplicativos num painel do kde (cópia da barra de menus do MAC), parece que está integrado aos plasmoids padrão do KDE. Ainda não começei a usar mas está na lista de coisas para experimentar …  :)

Abaixo segue um link mostrando a dupla em ação

http://kde-look.org/content/show.php/KDE+4.2+with+two+panels+&+XBar+menubar?content=81224

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Experiência com o Powerdevil

Passei a última semana brincando bastante com o gerenciador de energia da KDE o Powerdevil, achei o programa simplesmente fantástico. É incrível o controle do comportamento de um computador que ele proporciona.

Essas qualidades são particularmente mais visíveis quando se utiliza um notebook, pois o estado que o notebook se encontra enquanto o utilizamos ( conectado á energia ou não, bateria cheia ou não, etc. ) define se necessitamos nos preocupar em gastar energia ou não. E é nessa hora que o powerdevil brilha.

É possível configurar como o KDE e o linux devem reagir ao estado da bateria: o que deve estar ligado ou não, qual deve ser o brilho da tela (quando a bios permite), o que deve ocorrer quando pressionamos o botão desligar, o processador deve estar no estado de desempenho ou economia e até executar um script depois de um determinado evento. Mas se você não entende muito para o que serve cada coisa dessa as configurações padrão atendem perfeitamente :) .

Voltando ao assunto do início do post, precisei fazer um teste de bateria e estava me preparando para mexer em várias configurações do linux e do KDE para obter o comportamento que eu desejava durante o teste, e foi uma grata surpresa saber que eu poderia fazer tudo no mesmo lugar usando esse programinha. Me poupou um tempo razoável :) .

Durante os testes também detectei uns probleminhas de integração com o KDE que devo reportar no KDE brainstorm ou no bugs kde ainda não decidi, mas não é nada que compromete o desempenho dessa poderosa ferramenta.

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